O futuro campus da Universidade Federal de Goiás (UFG) em Anápolis pode oferecer um programa de residência em farmácia industrial. Este é um dos projetos que a instituição tem para a efetivação da nova unidade. O processo de construção do plano pedagógico ainda está em curso, mas vai acompanhar a vocação econômica do município.
A UFG diz que focará numa colaboração com a indústria farmacêutica, que tem em Anápolis seu segundo maior polo do país. O grupo de trabalho que atua para a implementação do campus também projeta cursos de aperfeiçoamento e especialização na área. A longo prazo, o espaço poderá ser um laboratório com o desenvolvimento de tecnologias para esse setor.
O futuro campus recebeu o nome de Centro de Pesquisa, Formação e Inovação em Saúde (CPFIS/UFG). A nomenclatura já denota aquilo que a universidade quer adotar como programa pedagógico no município.
A discussão passa por uma gama de setores no governo federal. Neste mês, o grupo de trabalho se reuniu com representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Ministério da Saúde (MS), e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O objetivo é a construção um projeto para transformar o cenário de inovação do complexo econômico-industrial da saúde em Goiás, conforme a universidade. O encontro foi articulado por Pedro Ivo Sebba, secretário de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do MDIC.
A ideia do encontro foi apresentar, e pensar conjuntamente, a construção dessa aproximação entre universidade, governo e indústria para elaborar uma proposta robusta para a estruturação do CPFIS.
“Tivemos o privilégio de realizar esses momentos com representantes de áreas fundamentais para que o Centro se efetive. O próximo passo é seguir avançando e dialogando, também com a indústria, para despertar e expressar o impacto que o CPFIS terá”, defendeu Tasso Leite, assessor especial de Relacionamento Interinstitucional do Gabinete da Reitoria.
INTEGRAÇÃO
O grupo considera fundamental a inclusão de outros ministérios e fundações, além do apoio e envolvimento do próprio Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). A UFG já tem dados sobre a viabilidade, mercado de trabalho e demais informações relacionadas à oferta de graduação, especialização e pós-graduação na região, bem como das instituições de ensino superior que atuam no município, e próxima a ela.
“Nosso objetivo foi apresentar a viabilidade do projeto, reforçando os desafios mas também toda a potencialidade que está nessa região”, frisou Paulo Henrique Cirino, secretário de Planejamento, Avaliação e Informações Institucionais (Secplan/UFG).
O MDIC apresentou políticas públicas e estratégias do ministério para o Complexo Econômico Industrial da Saúde, que englobou discussões sobre a missão da Nova Indústria Brasil, questões relacionadas à propriedade industrial e infraestrutura da qualidade, além de ações para o desenvolvimento do setor produtivo nacional.

O grupo de trabalho é composto pelo pró-reitor de Administração e Finanças, Vicente da Rocha Soares Ferreira, o pró-reitor adjunto de Pós-Graduação, Ricardo Neves Marreto, o assessor especial de Relacionamento Institucional do Gabinete da Reitoria, Tasso de Sousa Leite, o secretário de Secretário de Planejamento, Avaliação e Informações Institucionais, Paulo Henrique Cirino Araújo, a diretora de Pós-Graduação Lato Sensu da PRPG, o pró-reitor de Inovação, Wendell Coltro.
A área onde será implantada a UFG em Anápolis está localizada na BR-060, ao lado do Centro de Convenções, e recebeu em 2025 uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão de Rubens Otoni (PT) para o cercamento, que começa neste mês.





