A queda de braço entre o senador e presidente do PL, Wilder Morais, e Márcio Corrêa por conta da decisão do prefeito em apoiar Daniel Vilela (MDB) está em compasso de espera. A Executiva da legenda deve decidir até a próxima semana como deliberar a denúncia de infidelidade partidária já acatada. Entre as possibilidades está desde uma advertência até a expulsão do partido.
Para o ex-deputado federal e candidato à Câmara Federal Vitor Hugo (PL), a briga não é boa para ninguém, mas há chance de prejuízo maior para Wilder Morais, que é candidato ao Governo de Goiás. E o tamanho deste “prejuízo” pode ser quantificado percentualmente.
Em levantamento feito pelo Instituto Goiás Pesquisas para o Portal Mais Goiás, o prefeito de Anápolis Marcio Corrêa tem aprovação de 87,45% dos anapolinos. Já na mais recente aferição feita pela Directa Pesquisas para o Anápolis Diário na cidade, o candidato Wilder Morais tinha 14,3% das intenções de voto.
A diferença entre ambos representa uma popularidade mais de cinco vezes superior do atual gestor em relação ao presidente do PL. Os números da pesquisa eleitoral são de abril e foram registradas no TSE sob o número 07390/2026.
Por mais que se leve em consideração a distinção na natureza dos questionamentos, torna-se inegável que a popularidade de Márcio Corrêa após 20 meses de gestão é um desafio para Wilder. Se o candidato eventualmente decidir bancar a expulsão, tentar explicar isto de forma convincente aos eleitores pode ser um risco para sua popularidade. E, neste caso, popularidade significa ter ou não o voto dos anapolinos.






