As mulheres conquistaram espaço e protagonismo na eleição de 2026 em Goiás, mas uma análise da outra extremidade das urnas revela uma realidade diferente. Entre os 80 candidatos a deputado estadual que terminaram a disputa com menos de 100 votos, 42 são mulheres. Elas representam 52,5% das candidaturas com as menores votações do estado.
O dado chama atenção principalmente quando confrontado com o desempenho feminino no topo da eleição. Enquanto Carol do Amiltinho (MDB) terminou como a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa, com 109.002 votos, dezenas de outras mulheres não conseguiram alcançar sequer uma centena de eleitores.
A menor votação de toda a relação pertence a um homem. Raimundo Aguiar (DC) terminou a eleição sem receber nenhum voto. Na sequência aparecem Paulo Dantas (Democrata), com 11; Irineu (PRD), com 13; Silvana (PSB), com 14; Rafael Rodrigues (PSD), com 15; e José Divino (PSDB), com 17.
Entre as mulheres, Silvana (PSB) aparece com a menor votação, 14 votos. Depois vêm Marlene Sampaio (Agir), com 21; Thais Oliveira (Rede), com 24; Claudinha da Valdete (Agir), com 25; e Lena (PSB), com 27.
PARTIDOS
A distribuição partidária mostra uma forte concentração das candidaturas de votação residual em algumas legendas. O DC reúne sozinho 16 dos 80 candidatos neste recorte, o equivalente a 19,8% de toda a relação. O Agir aparece em segundo lugar, com 12 nomes, seguido pelo PSB, com nove. O Democrata aparece com sete e o PRD com cinco.
São dois extremos de uma mesma eleição: de um lado, mulheres competitivas e capazes de liderar a votação estadual; de outro, dezenas de candidatas que entraram na disputa, mas praticamente não conseguiram alcançar o eleitorado.







