O Portal G1 realizou um levantamento de todos os candidatos do Brasil que possuem mandados de prisão em aberto. Para isto, a reportagem cruzou informações de todos os pedidos de candidatura registrados no TSE com o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Entre os nomes identificados está o candidato a deputado federal pela chapa do Republicanos “Ferreira do Portal Notícia”. Este é o nome de urna de Cleuber Gomes Ferreira. Conforme o levantamento do G1, Ferreira teve a prisão civil decretada por 30 dias por causa de uma dívida de pensão alimentícia de R$ 1.886,03, referente ao período de outubro de 2025 a janeiro de 2026.
Segundo a decisão, houve pagamento de parte dos valores: “Embora tenha efetuado o depósito dos valores apontados às fls. 59/60, o executado não comprovou a quitação da dívida”. Cleuber é empresário e candidato pela primeira vez, ele declarou R$ 55 mil em bens, um carro avaliado em R$ 35 mil e uma motocicleta de R$ 20 mil.
Ainda segundo o G1, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o processo da pensão tramita em segredo de justiça e, por isso, não poderia confirmar outras informações. O Anápolis Diário solicitou informações da direção do Republicanos e aguarda a atualização do caso.
OUTRO
Outro goiano em condições semelhantes é “Dom Valdiley”, cujo nome é Valdiley Abadia da Silva. Ele é candidato a deputado federal pela Democracia Cristã em Goiás. Contra ele, há registro de um mandado de prisão civil por pensão alimentícia, por 60 dias de detenção. O valor da dívida não foi informado.
A ordem anterior venceria em julho de 2025 e foi renovada por mais dois anos. Segundo a decisão, “o ofício de cumprimento do mandado de prisão não foi efetivado nos endereços indicados pela parte exequente”. O documento tem validade até julho de 2027.
Empresário e candidato pela primeira vez, ele declarou não possuir bens. Apesar disto, em uma consulta à Receita Federal, Abadia aparece como presidente ou sócio-administrador de cinco CNPJs, entre empresa, associações e cooperativas. Nas redes sociais, Dom Valdiley se apresentava como arcebispo primaz de uma igreja. O Tribunal de Justiça de Goiás informou apenas que o processo tramita em segredo de justiça.






