Pela primeira vez em 20 anos, Anápolis teve uma queda no percentual de abstenção na eleição de primeiro turno. No último dia 4, 22,3% dos anapolinos não compareceram para votar – um total de 64.156 eleitores. O número é mais elevado que as médias nacional e estadual, mas houve uma diminuição de quem se absteve.
Em 2022, no primeiro turno, 22,72% dos eleitores aptos se abstiveram – recorde desde a redemocratização do país. Os índices eram crescentes desde a eleição de 2006 – a última em que houve uma queda na comparação com o pleito anterior.
Em 2006, 14,5% dos anapolinos não votaram no primeiro turno. Esse número avançou para 16,68% em 2010; 18,7% em 2014; 20,57% em 2018; e 22,72% em 2022. No segundo turno, via de regra, esse percentual sempre aumenta e chegou a 24,32% em 2022.
Nas eleições municipais os índices têm sido ainda mais elevados, chegando ao recorde absoluto de mais de 100 mil eleitores faltosos, ou seja, 34,24% no segundo turno de 2024.
Apesar da redução, a abstenção em Anápolis ainda foi maior que a de Goiás – que bateu recorde com 21,84% – e do Brasil, que também atingiu seu maior percentual ao chegar a 21,08%.
NÃO-VOTO
O não-voto, que é a soma da abstenção com votos brancos e nulos, superou um quarto do eleitorado apto em Anápolis para deputado estadual. Houve 28,95% que não se pronunciaram na eleição para a Assembleia Legislativa de Goiás.
Para a Câmara Federal, o percentual chega a quase um terço – 30,4% dos eleitores não escolheram nenhum candidato a deputado federal e nenhuma legenda.
Na votação para o Senado, quando o eleitor poderia escolher dois candidatos, há um não-voto de 35,24%. Neste cálculo, considera-se que eventualmente o eleitor pode ter votado em um senador, mas escolhido branco ou nulo no segundo voto.
Para governador, o não-voto ficou em 29,06%, um pouco mais alto que o registrado na eleição de deputado estadual. No caso da disputa presidencial, o não-voto tem seu percentual mais baixo, mas ainda atinge um quarto do eleitorado, com 25,25%.






