Em outubro do ano passado, a gestão municipal de Nerópolis enfrentou uma batalha política envolvendo famílias de crianças neurodivergentes atendidas pela rede municipal. O terrorismo implantado junto às mães de crianças autistas era de que o atendimento permanente seria interrompido após o anúncio do descredenciamento de uma clínica que realizava o trabalho na cidade.
A movimentação, fruto de disputas políticas locais, foi desmascarada após o anúncio dos motivos do cancelamento do contrato com a empresa: falhas na prestação de contas e irregularidades sanitárias verificadas em três auditorias técnicas.
Então, depois disto, o questionamento que ficou era sobre quem faria o atendimento. Agora, quase cinco meses depois, a Secretaria Municipal de Saúde anuncia os números referentes aos atendimentos, que indicam uma ampliação no número de crianças atendidas.
“O suposto “milagre” é, na verdade, disposição de fazer gestão e exigir o máximo em troca do dinheiro público investido”, explica Renata Nasser, titular da Saúde municipal. Conforme explica, os contratos foram renegociados, novas clínicas prestadoras de serviço foram chamadas.
“Com o mesmo valor destinado a este atendimento, hoje atendemos 450 crianças da cidade, ou seja, uma ampliação de 200 novas vagas de famílias que ficavam de fora, na fila de espera”, revela Renata.
Os espaços terapêuticos focam em atendimentos em Autismos, TDAH e demais Transtornos do Neurodesenvolvimento infantis em Centros e Clínicas de Reabilitação
MAIS NÚMEROS
Outra conquista da pasta está nas especialidades médicas. Conforme dados oficiais deste monitoramento interno, houve aumento na absorção da demanda por atendimentos aos neropolinos.
“São quase dois mil atendimentos no Núcleo de Especialidades Médicas e mais de 1,5 mil no Caps”, anuncia a secretária. A expectativa é que, com o aumento do número de servidores, o que está previsto num projeto de lei já enviado à Câmara, haja a elevação destes registros.






