Resort de Bandidos. Esta foi a definição do prefeito de Anápolis Márcio Corrêa (PL) sobre o um Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, conhecido como Centro POP. Para Corrêa, o local não atende as demandas como política pública e, por isto, o gestor manifestou seu desejo de fechar a unidade. Em seu lugar, conforme anunciou, deverá haver um centro psiquiátrico para atendimento à população.
A informação ganhou o debate público após uma entrevista e gerou reação do promotor do Ministério Público de Goiás (MP-GO) Paulo Henrique Martorini, que impetrou Ação Civil Pública a fim de impedir que a gestão municipal feche a unidade. O argumento é que o Centro Pop é parte integrante de um conjunto de políticas públicas para a população em situação de rua e seu fechamento pode comprometer este trabalho social.
Em discurso na noite de ontem (18) durante evento na Câmara Municipal, Márcio Corrêa dobrou a aposta e disse que a gestão não iria “recuar da decisão”. O prefeito anunciou que a programação de fechamento é para a semana que vem. “Só não vai fechar se não for prefeito na semana que vem”, emendou, demonstrando a intenção de fazer o debate jurídico em contraposição do MP-GO.
Mais tarde, em entrevista coletiva, o prefeito foi mais comedido, mas manteve a linha de pensamento. “As Políticas Públicas vêm deixando a desejar. Anápolis não será criatório de bandidos. Estamos fazendo um plano para que o atendimento abrace aqueles que querem uma mudança de vida, mas que possa inibir o crime e garantir a tranquilidade dos comerciantes”, disse o gestor, em referência à alta incidência de indivíduos com registros na Polícia que são atendidos pelo Centro Pop. Ele voltou a afirmar que o local seria um “Resort de Bandidos”.
“Este é o desejo das ruas. Infelizmente aquele local não tem porta de saída. Entendo que as Políticas Públicas precisam ser emancipadoras”, concluiu o prefeito.






