O esquema de desvios de recursos públicos do programa “Pra Ter Onde Morar”, do Governo de Goiás e gerido pela Agência Goiana de Habitação (Agehab) deu um prejuízo com desvio de R$ 80 milhões. É o que aponta o promotor Augusto Souza, coordenador do GAEPP – Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público.
Segundo as investigações que levaram à Operação Confrades, ocorrida ontem (18), o esquema era liderado pelo agora ex-vice-presidente da Agehab, o advogado anapolino Wendel Garcia da Silva. Ele visava beneficiar a empresa Excel Construtora, que tem à frente da operação os empresários Wgmar Rua Sobrinho e André Hajjar, conhecido como Dedé.
O presidente da agência, Alexandre Baldy não foi alvo da operação. O Governo de Goiás executou, ainda segundo levantamento dos investigadores, R$ 800 milhões em contratos de construção e habitação. O desvio portanto estimado é de 10% dos valores totais das obras. Wendel e Dedé mantinham uma relação familiar próxima uma vez que Garcia mantinha um noivado com a filha do empresário.







