A presidente do PSDB Mulher, a anapolina Rebeca Romero, foi escalada pela direção do tucanato goiano para rebater as declarações mais recente da hoje presidente estadual do PSB de Goiás, Aava Santiago. A vereadora goianiense reagiu ao anúncio de que o PSDB de Goiás e de Goiânia entraram com ação para reivindicar seu mandato por infidelidade partidária.
Santiago gravou vídeo em que denuncia um sexismo político. “Quatro homens se juntaram para tomar o mandato da mulher mais bem votada da história de Goiânia”, defende a narrativa de Aava Santiago, presente no vídeo. Diante do possível impacto negativo da fala, os tucanos decidiram colocar no ringue retórico a jornalista Rebeca Romero.
“É dever de um partido zelar pelo cumprimento da legislação eleitoral e das regras que organizam a vida partidária. As regras são para todos, independente do gênero”, destaca Romero no vídeo compartilhado no perfil PSDB Mulher.
Segundo a dirigente partidária, Aava fez a sua escolha ao decidir ir para outro partido “e está tudo bem”. “O que não é correto é transformar uma decisão pessoal em narrativa de perseguição. O PSDB não perseguiu ninguém”, garante a representante tucana.
O contexto, no entanto, é um pouco mais complexo. Durante todo o processo de saída da vereadora do PSDB, ficou explicito por ela que a negociação ocorreu com a anuência do ex-governador e presidente do partido em Goiás, Marconi Perillo. Neste período, nenhum dirigente, de qualquer sexo, reagiu à decisão. Nem mesmo o próprio ex-governador.
A decisão de escalar o debate, usando para isto uma mulher, é o sinal claro de que o tucanato goiano decidiu bancar o pedido pela cadeira na Câmara, ampliando em muito a sensação de que houve uma traição de narrativas em algum momento.






