Vivian Naves é integrante do PP, legenda a qual se elegeu em 2022 com apoio consistente da máquina municipal para a Assembleia Legislativa. Quatro anos depois, a pré-candidata à reeleição vive à iminência de se transferir nesta janela partidária, em busca de um caminho menos competitivo para continuar na Alego.
O caminho tido como natural é o Republicanos. Por lá, a grande facilidade é o fato de a legenda ser presidida pelo seu marido, o ex-prefeito Roberto Naves. A ideia é criar um tipo de chapa cujos candidatos façam “escada” para, em caso de eleição de um só nome, seja justamente o da “primeira-dama” do partido.
Acontece que a estratégia manjada já foi detectada por diversos possíveis nomes que foram sondados pelo Republicanos. Nomes que se veem mais competitivos ou com chances de êxito eleitoral não estão dispostos e diminuírem suas chances para apenas participar como degrau para Vivian.
A primeira e significativa baixa é a vereadora Thais Souza. Filiada ao Republicanos, a parlamentar já anunciou o total desinteresse em participar da eleição de 2026. Como é vereadora, Thais não tem janela partidária e, portanto, teria de disputar pelo partido. Ela teve 9.104 votos em 2022.
Oficialmente, Thais afirma estar focada no mandato e nos avanços que vislumbra para a causa animal, sua principal bandeira. Mas, nos bastidores, corre a versão de que, não somente Thais, mas outros nomes também não gostariam de atuar numa eleição repleta de restrições políticas locais, com chances reduzidas de êxito e com ar a “cartas marcadas”.
“Já é esperado o Roberto vai fechar a chapa jurando que a mulher não vai se transferir e na hora do fechamento do prazo, ele vai filiar a Vivian e frustrar todo mundo”, aposta um pré-candidato anapolino sondado para integrar a chapa à Alego.






