De uma visita à Câmara dos Deputados, no ano passado, nasceu na mente da engenheira de software anapolina, Raissa Martins, um projeto para ampliar a transparência em relação aos gastos públicos de parlamentares de Brasília. Ela decidiu colocar no ar um aplicativo – intitulado ‘Transparência e Análise de Deputados Federais Brasileiros’, que compila informações públicas e facilita o acesso do cidadão aos recursos utilizados pelos parlamentares.
O app oferece uma análise individual com os dados específicos de cada deputado, compara gastos dos parlamentares, monta um ranking de utilização de verba pública por parlamentar e também por partido, com total gasto e média. De quebra, ainda compila as principais notícias do meio político com links para fontes confiáveis.
Ao Anápolis Diário, Martins explicou que a ferramenta usa exclusivamente dados públicos oficiais disponibilizados pela API de Dados Abertos da Câmara dos Deputados. “São registros públicos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP)”, sublinha.
Segundo ela, a “inspiração (para criar o aplicativo) veio justamente da combinação do interesse por tecnologia e a vontade de facilitar o acesso da população a informações que impactam diretamente a sociedade”.
A engenheira de software afirma que vai trabalhar para evoluir a ferramenta. “Entre os próximos passos estão ampliar as bases de dados analisadas, melhorar as visualizações e criar novas formas de acompanhamento das informações, como votos, projetos de lei dos políticos, presença na câmara”, detalha.
Um dos caminhos que ela trata como possível é municipalizar o trabalho. Martins não descarta que o aplicativo faça este tipo de coleta de dados da Câmara Municipal e da Prefeitura de Anápolis. “Ela pode ser adaptada para analisar informações de diferentes esferas”, ressalta.
No entanto, há um complicador em relação à transparência de dados quando comparado ao que é oferecido pela Câmara dos Deputados. “Lá existe uma API pública, que permite que sistemas consultem e atualizem as informações automaticamente. No caso do portal municipal, grande parte dos dados ainda precisa ser baixada ou tratada manualmente, o que dificulta a automação e o desenvolvimento de ferramentas que atualizem as informações em tempo real”, explicou a engenheira.






