Desde ontem (05) está oficialmente aberto pelo calendário eleitoral o período legal para transferências partidárias de deputados estaduais e federais sem o risco de perda de mandato. A tal “janela partidária” se estende até 3 de abril.
Esta é também uma das principais agendas eleitorais em que a tensão começa a se elevar, uma vez que está nas negociações de nomes e legendas a formação de chapas o momento de maior risco a um projeto eleitoral.
Isto porque a escolha de uma chapa fraca, pode inviabilizar o quociente eleitoral. Por outro lado – e motivo de maior preocupação – uma chapa muito competitiva, pode tirar o lugar de destaque de pré-candidatos.
Assim, não é nada incomum que alguém decida escolher determinado partido por ter uma chapa compatível com seu teto eleitoral, permitindo que seja alçado a um dos líderes de votos naquela agremiação e, de última hora, apareça um medalhão que lhe tire o protagonismo eleitoral. Por consequência, também a vaga em caso de eleição.
Em Anápolis, dos políticos com mandato, apenas a deputada estadual Vivian Naves deve migrar de legenda. Hoje no Progressistas (PP), Naves deve pular para o Republicanos, hoje comandado por seu marido, o ex-prefeito Roberto Naves.
Amilton, Gomide e Adailton devem permanecer nas mesmas agremiações, exceto – no caso de Coronel Adailton – haja mudanças profundas no Solidariedade, partido que está hoje.
O fato é que o corre-corre será moderado até o dia primeiro de abril. E daí até a data-limite, as trocas e retrocas de legendas na sopa de letrinhas das eleições vai se incandescer com ajustes, acertos e traições no horizonte.





