Uma ação conjunta dos diretórios estadual e metropolitano do PSDB pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o mandato da vereadora por Goiânia Aava Santiago por infidelidade partidária. Ela deixou o partido em fevereiro para se filiar ao PSB, contudo, fez o movimento ainda sem ter em mãos a carta de anuência da direção tucana.
O PSDB alega que ofereceu à parlamentar apoio financeiro e sustenta que Aava não foi eleita somente com seus votos, mas dos demais candidatos da chapa proporcional.
“O mandato que hoje exerce não decorre de projeto político individual dissociado da legenda, mas da conjugação entre sua candidatura e a força partidária que a sustentou perante o eleitorado”, diz o partido na peça.
Quando deixou o PSDB, Aava Santiago tratava a liberação como certa. No evento de filiação ao PSB, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, a vereadora minimizou ainda não ter a carta de anuência necessária para a mudança de legenda fora de janela partidária.
Na ação, os tucanos afirmam que não houve diálogo com a direção sobre a saída dela do partido. O estatuto do PSDB veta a concessão de carta de anuência, segundo o presidente metropolitano da legenda, Matheus Ribeiro.
Aava informou que não foi notificada. Ao jornal O Popular, disse que jamais conversou com outras lideranças tucanas que não o ex-governador Marconi Perillo.
“Ele foi informado de cada passo, consultado sobre isso. Foi ele que levou a discussão ao âmbito do partido nacionalmente. Ele me disse que tinha dito para o vice-presidente (da República, Geraldo Alckmin, do PSB) que estava tudo certo. O vice-presidente me disse sobre isso”, argumenta.






