Os servidores da Câmara Municipal temem pelo pior no reajuste salarial de 2026. Diversas fontes procuraram o Anápolis Diário preocupadas com o tema, revelando que a tensão tomou conta do Legislativo anapolino, uma vez que o assunto ainda não foi tratado com a categoria – como tradicionalmente ocorre neste período.
A apreensão entre os servidores reside, sobretudo, no fato de, no ano passado, não ter havido uma reposição salarial efetiva, segundo estes trabalhadores. À época, porém, a presidente Andreia Rezende (Avante) justificou que uma lei promulgada durante a presidência de Domingos Paula (PDT) reajustava os vencimentos automaticamente com efeito a partir de janeiro de 2025.
Tradicionalmente a Câmara Municipal acompanha o reajuste que é concedido aos servidores da prefeitura. Para 2026, Márcio Corrêa (PL) sinalizou com 4,26%, ou seja, a reposição inflacionária, dividido em duas parcelas – uma de 2,26% em março e outra de 2% em agosto.
Sobre o reajuste deste ano, Rezende ainda não se manifestou. Procurada pelo AD, a chefe do Legislativo respondeu, via assessoria de imprensa, que aguarda uma posição dos órgãos de controle para confirmar se houve ou não incremento do duodécimo – repasse financeiro mensal obrigatório feito pelo poder executivo ao legislativo.
“A Câmara Municipal não possui até o momento a definição oficial acerca dos valores que serão repassados ao Poder Legislativo no exercício vigente”, diz a nota.
Sobre o reajuste de salários, a Câmara afirma que “todas as decisões administrativas e orçamentárias da Câmara são pautadas na responsabilidade fiscal, considerando que o duodécimo constitui a principal fonte de recursos do Legislativo. Assim, qualquer deliberação será tomada com base na legalidade, na transparência e no respeito aos limites orçamentários.”
Leia na íntegra a nota da Câmara:
Em resposta ao questionamento sobre eventual percentual de incremento do duodécimo, a Câmara Municipal de Anápolis não possui até o momento, a definição oficial acerca dos valores que serão repassados ao Poder Legislativo no exercício vigente.
A Presidência tem empreendido esforços junto à Prefeitura Municipal e aos órgãos de controle, especialmente o Tribunal de Contas, para obter a confirmação dos dados necessários.
Ressaltamos que todas as decisões administrativas e orçamentárias da Câmara são pautadas na responsabilidade fiscal, considerando que o duodécimo constitui a principal fonte de recursos do Legislativo. Assim, qualquer deliberação será tomada com base na legalidade, na transparência e no respeito aos limites orçamentários.






