A chegada de José Fernandes (MDB) à liderança do prefeito Márcio Corrêa (PL) traz consiga uma mudança no perfil de defesa do executivo na Câmara Municipal. Enquanto Jean Carlos (PL) tinha um perfil pouco propenso a embates, o emedebista galgou espaço no legislativo justamente como um combatente.
Na gestão de Roberto Naves (Republicanos), Fernandes era – ao lado de Suender (PL) – o principal opositor. Médico de profissão e com discurso crítico sobre a política de saúde da administração anterior, atingiu um eleitorado que sofreu na pele com demora para agendamento de consultas, exames, cirurgias e atendimentos de urgência e emergência. Na urna, colheu este resultado e teve 4.222, o que o consagrou como o mais votado da última eleição.
Já naquela época José Fernandes era apoiador de Márcio Corrêa, de quem já era amigo, e agiu como um esteio do então postulante ao Centro Administrativo no legislativo. O vereador já era homem de confiança e fez um trabalho importante para desconstruir a gestão Naves junto à opinião pública, emplacando sobretudo a pauta da saúde, que à época da eleição de 2024 foi apontada por dois terços dos anapolinos como principal problema da cidade.
No novo figurino, agora na base, era necessário, claro, recalcular a rota. Se o embate antes era para criticar a administração, Fernandes agora passou a levantar-se para defender o prefeito da ocasião. Os debates com Domingos Paula (PDT), da oposição, foram frequentes no primeiro ano.
Na saúde, sua principal bandeira e pela qual é mais cobrado, ouviu críticas e respondeu que problemas existem, mas agora há um planejamento em execução e já há melhorias sensíveis.
A primeira ida à tribuna como líder, nesta segunda-feira (23), apesar do perfil adepto ao embate, teve ponderação e calma para responder a crítica de Domingos Paula sobre vagas em creches.
Além de vereador, o médico atua na rede municipal de saúde e é lotado no gabinete do vice-governador Daniel Vilela. Os vários compromissos foram citados noutros momentos como causas de recusa a postos mais importantes na Câmara. Na tribuna, sobre o horário apertado, ele disse: “nós temos também a madrugada, onde podemos andar juntos”.






