Após a publicação da notícia de que o senador Wilder Morais teria obtido o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser candidato ao Governo de Goiás, o Anápolis Diário conversou com dois integrantes do PL de Goiás sobre o assunto. Na condição de anonimato, ambos apresentaram uma outra versão sobre o suposto “aval” de Jair Bolsonaro para a candidatura de Wilder Morais pelo PL.
As versões, dadas em separado, coincidem em seus conteúdos: a autorização para Wilder ser candidato não teria vindo do ex-presidente, mas sim, de uma brecha aberta a partir do acordo entre Bolsonaro e Waldemar Costa Neto, presidente nacional da legenda.
O entendimento entre os dois caciques é que enquanto Waldemar teria autonomia para definir os candidatos do PL aos governos estaduais, Jair Bolsonaro teria caminho livre para definir os nomes ao Senado em cada Estado. Desta forma, Wilder, obtendo a bênção de Costa Neto para tentar se viabilizar, não dependeria do aval de Jair Bolsonaro que, pelo acordo, não tem direito a veto.
“Não houve um aval, no sentido de incentivo ou celebração, mas simplesmente uma anuência de que há um entendimento válido entre ele [Bolsonaro] e Waldemar. Tanto é que o próprio Wilder não saiu por aí comemorando a suposta decisão”, explica um dos líderes estaduais da legenda.
Conforme foi antecipado ao AD, a prioridade de Jair Bolsonaro é a eleição de seu filho, Flávio, e ter maioria no Senado, daí sua estratégia e garantir facilidade para que os candidatos ao Senado nos estados façam alianças locais a fim de pavimentar este caminho. “Wilder ouviu de Bolsonaro que a candidatura dele dificulta as campanhas do PL ao Senado”, disse um dos entrevistados.






