A Secretaria de Economia tem confiança de que retomará, em 2026, a Capacidade de Pagamento (Capag) de nível B junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Esta meta foi estabelecida no primeiro ano de gestão do prefeito Márcio Corrêa (PL) para permitir uma renegociação vantajosa dos termos do empréstimo contraído pela administração do então prefeito Roberto Naves (Republicanos).
“A contabilidade está muito segura que chegaremos à Capag B em 2026″, resumiu o prefeito em entrevista nesta quinta-feira (5).
Hoje, o município está classificado pela STN como Capag C, ou seja, um nível médio-baixo ou de atenção na avaliação de risco de crédito ou, no contexto tributário federal, indica que a empresa tem menor capacidade presumida de pagar suas dívidas com a União.
A nota é conferida a municípios que têm endividamento elevado, poupança corrente baixa ou liquidez baixa, o que limita sua capacidade de contrair novos empréstimos com garantia da União. Na prática, as instituições de crédito consideram que o crédito dado a cidades com esta classificação é de difícil recuperação, o que faz com que operações assim tenham juros bem mais elevados.
Na série histórica da avaliação da STN, apenas no exercício relativo a 2023 Anápolis teve Capag B. Nesta classificação, o Tesouro considera que o ente possui uma boa saúde fiscal e um nível de risco baixo para operações de crédito. Isso significa juros mais baixos. E é isso que Corrêa quer.
O financiamento tem custo mensal elevado para os cofres públicos. Hoje, a Secretaria de Economia estima a receita própria média mensal da prefeitura em R$ 80 milhões. Deste valor, R$ 72 milhões são empregados na folha de pagamento e outros R$ 20 milhões vão para as parcelas do empréstimo. Ou seja, há um déficit primário de R$ 12 milhões mensais – sem considerar fontes extras.
Segundo o prefeito, em 2025 foi possível economizar R$ 300 milhões com custeio, mas a administração teve outro baque: a queda de R$ 189 milhões com arrecadação de ICMS. Neste cenário, melhorar a avaliação junto à STN ganha contornos de sobrevivência.
“Procuramos fazer gestão em várias áreas para buscar equilíbrio fiscal. Precisamos melhorar Capag. Tive oportunidades de renegociação, mas num juro muito alto, não atrativo. Indo para a Capag B conseguiremos baixar as taxas”, disse Corrêa.






