A empresa logística Aurora da Amazônia, que tenta há pelo menos seis anos se instalar em Goiás, obteve na Justiça de Goiás uma vitória que permite dar um passo adiante no seu processo de instalação no Estado. Após vencer a licitação da Receita Federal para operar o Porto Seco de Anápolis, a empresa vem enfrentando resistências generalizadas de órgãos públicos para investir na cidade e no Estado.
Mais recentemente, o desembargador Rodrigo da Silveira assegurou à empresa o direito de uma permissão já concedida pela GoInfra: a realização de obras de acesso à rodovia GO-330. Neste processo houve, ao menos, dois fatos curiosos: um deles foi a revisão do despacho da GoInfra feito pela Procuradoria Geral do Estado (PGE).
O outro foi a revisão da própria GoInfra. A autarquia buscou na Justiça a cassação de uma análise que a própria entidade pública já havia decidido e pacificado. A empresa, no entanto, entrou com pedido de mandado de segurança com efeito liminar e teve decisão favorável.
Em seu despacho, o magistrado usou argumentos da própria GoInfra para garantir o direito à empresa.

A negativa da PGE contra a própria procuradoria lotada na GoInfra e a consequente judicialização do caso ocorreu, coincidentemente, após a visita de representantes da empresa Porto Seco Centro-Oeste, derrotada na licitação de 2018, e que hoje opera de forma precária enquanto a Aurora não se instala.
O Porto Seco Centro-Oeste continuará operando de forma emergencial, já que o serviço aduaneiro não pode parar, enquanto a Aurora não conseguir as autorizações e os alvarás estaduais e municipais. Com duas bases aduaneiras sob sua gestão, em Sorocaba e Manaus, a Aurora tenta se instalar há cinco anos no Estado. Já foram feitos pela empresa investimentos de R$ 120 milhões em instalações.






