A empresa de logística Aurora EADI segue na sua Via Crúcis para tentar investir e atuar em Anápolis. Com mais de R$ 120 milhões já aplicado na construção de uma sede de onde deverá ser o posto aduaneiro de Anápolis, a empresa está empacada num jogo de empurra-empurra de documentação, enquanto já tem autorização da Receita Federal para operar, após vencer uma licitação.
Agora, a empresa conseguiu na Justiça uma decisão liminar da Juíza Liliam Margareth Ferreira que assegura algo já conquistado, mas barrado de forma, no mínimo, curiosa. Em janeiro deste ano, após quase dois meses de espera, a Aurora obteve a autorização da Goinfra para a realização de alterações no acesso à rodovia GO 330. Antes da Goinfra, a empresa já havia recebido sinalização técnica tanto da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica.
Mas uma reviravolta inusitada ocorreu. Após o despacho da procuradoria da Goinfra seguir para a confirmação da Procuradoria Geral do Estado (PGE), o representante legal da Aurora em Goiás, o advogado Carlos Heinrich Andrade, flagrou o diretor de empresa rival, Everaldo Fiatkoski Júnior, fazendo uma visita à PGE
Entre os nomes ligados ao Porto Seco Centro-Oeste, empresa que perdeu a licitação e o direito de explorar o serviço aduaneiro na cidade, estava também o empresário Sérgio Hajjar. Sérgio é quem está há anos à frente de uma perseguição jurídica em diversas frentes contra a Aurora, seja questionando obras, questões ambientais e até mesmo, como neste caso, rodoviárias.


Apesar de se apresentar à Justiça como um mero cidadão anapolino interessado em “fazer as coisas certas”, Hajjar é historicamente ligado ao Porto Seco. Sua denominação, por exemplo, na diretoria que ocupa na Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia) é ser representante do Porto Seco Centro-Oeste.
A visita deu resultado para os interesses da empresa perdedora do certame junto à Receita Federal: a PGE decidiu cassar o despacho da Goinfra e emitir outro, alegando que a Aurora não teria direito legal em realizar tais alterações. Isto mesmo depois de órgãos de alcance federal, como ANTT e FCA, e apropria Goinfra terem pacificado a questão.
Agora, a empresa obteve uma liminar na Justiça de Goiás obrigando a Goinfra a conceder a autorização já concedida anteriormente para o início das obras reivindicadas. No despacho o prazo de cumprimento é até amanhã (quarta-feira, 04). A PGE ainda pode recorrer e tentar derrubar uma autorização já concedida pela Goinfra.






