Anápolis despencou da segunda para a quarta posição no ranking goiano do PIB. O índice representa que a cidade vem desacelerando na produção de riquezas e perdendo competitividade para cidades como Aparecida e Rio Verde, que assumiram a segunda e terceira posição.
Agora, ameaçada por Senador Canedo, a cidade pede ajuda a quem mais jura compromisso cívico de protegê-la: seus representantes políticos. Em um ano eleitoral, uma das avaliações do eleitor deve ser quem ajudou, quem consegue ajudar, e quem teve uma oportunidade e pouco ou nada contribuiu para tornar o município cada vez mais atraente em investimentos.
Um destes pontos cardeais é a posição da cidade no IPM – Índice de Participação dos Municípios. Definido a partir do Conselho Deliberativo dos Índices de Participação dos Municípios, ou Coíndice. É a partir deste debate político que o município consegue uma fatia maior ou menor no bolo do ICMS do Estado que é anualmente repartido entre as 246 cidades.
E por lá, a cidade caiu do segundo para o quarto lugar no Índice de Participação dos Municípios (IPM) e perderá espaço para Senador Canedo, numa queda livre para o quinto lugar.
A participação do município no bolo de arrecadação de ICMS em Goiás era de 5,89% em 2023, com um valor bruto na casa de R$ 17,756 bilhões. Em 2024, o número caiu para R$ 16,840 bilhões e 5,51% de participação total. Os percentuais seguiram em queda, com 4,613 para 2025 e 4,604 para o ano fiscal de 2026. Para efeito de comparação, o IPM de Anápolis em 2020 era de 6,433.
De líderes classistas a representantes políticos, nenhum grupo ainda reuniu força política suficiente para, junto ao Governo de Goiás, e no debate técnico do Coíndice tentar reverter o diminuir o impacto de queda da cidade.
Em uma cidade com diversos representantes do setor produtivo – e alguns com lastro empresarial na sua atuação profissional – o momento para o eleitor é de filtrar quem é capaz de fazer este debate e até mesmo de compreender a sua importância para o desenvolvimento da cidade.






