Se, ao chegar à Prefeitura de Anápolis, Roberto Naves (Republicanos) tinha como um dos principais desafios manter o protagonismo econômico da cidade tendo no ranking do PIB como estratégia número um, na prática nada saiu do papel. E a explicação dele para isto pode estar na estrelas. Ou em uma estrela em especial.
A principal aposta do gestor foi na criação do Polo Industrial e Tecnológico, o Politec. A ideia era criar um espaço para novas empresas e atração de investimentos. Só que desde a implantação o Politec se arrastou sem nenhum desdobramento prático. Ao final, Naves deixou a gestão sem a área sequer esta apta a receber uma única empresa.
E o que não deu certo? Segundo Naves, a culpa não foi dele, mas de sua oposição. Para o ex-prefeito, a oposição política atrasou a implantação do novo polo industrial municipal.
“O PT judicializou a permuta e atrasou em dois anos a entrega. Não pudemos concluir na nossa gestão e avalio como um erro o prefeito (Márcio Corrêa) não continuá-lo”, afirma.
LEIA TAMBÉM – Ex-prefeitos apresentam suas teses para a queda de Anápolis no ranking do PIB goiano
Já para o ex-prefeito João Gomes (2014-2016), há ainda outros gargalos que impediram a expansão para além das áreas escassas. Dois sonhos anapolinos que pararam no tempo, como a Plataforma Logística Multimodal e o Aeroporto de Cargas, diz, teriam ajudado muito no crescimento econômico anapolino.
“Ficamos para trás, enquanto outras cidades avançaram. Isso tudo afeta nosso crescimento. Falta investimento do Estado. Nosso Aeroporto de Cargas nunca entrou em operação, a Plataforma Logística Multimodal também não. E nossa vocação é comércio, logística e indústria”, frisa.
Faltou ainda água e energia. “Tivemos um gargalo muito forte que foi a disponibilidade de energia. Houve muito tempo sem investimento. Ficamos sem energia, sem água. E a empresa não monta uma indústria onde pode faltar insumo, energia ou água. Anápolis não caiu. Perdemos alguns investimentos, mas trouxemos outros”, apontou.
Na opinião de Gomes, é injusto jogar a queda de Anápolis no ranking das economias no colo de qualquer prefeito e ressalta. “Não é justo dizer que foi só nos governos de Roberto e João”.






