A participação de Anápolis no Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás caiu mais de 40% num período de 13 anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em dezembro, mostram que o município fechou 2023 como responsável por 6,1% de toda riqueza gerada no estado. O percentual ainda é superior à parcela de goianos que mora na cidade, de 5,7%, mas deixa clara uma perda de protagonismo econômico. Período corresponde às gestões de João Gomes e Roberto Naves à frente do município.
Em 2010, também de acordo com os resultados apurados pelo IBGE, Anápolis era responsável por 10,4% de toda riqueza produzida em Goiás. Houve, portanto, uma queda de 4,1 pontos percentuais, o que evidencia a turbulência na cidade que já foi chamada de “locomotiva” goiana.
Como mostrou o AD, a cidade perdeu o segundo lugar no ranking absoluto das economias goianas em 2022, para Rio Verde, e o terceiro no ano passado, para Aparecida de Goiânia.
Anápolis tem o quarto maior PIB de Goiás, com R$ 20,4 bilhões. Rio Verde, com somente 3% da população goiana, responde por 6,6% do total da economia do estado e mostra como o agronegócio elevou o patamar do município. A cidade do Sudoeste, em 13 anos, faz caminho contrário e ampliou sua participação no PIB goiano de 4,2% para 6,6%.
Passos lentos
Se Anápolis crescia a dois dígitos no início dos anos 2000, agora há desaceleração. Em 2023, o PIB anapolino avançou 5,3% em relação a 2022. Para efeito de comparação, Aparecida de Goiânia cresceu 8,8% no período.






