A prefeitura de Anápolis não descarta um distrato com a empreiteira Mobicon, responsável pelo viaduto do Recanto do Sol, caso a empresa descumpra prazos estabelecidos em contrato para a entrega da obra. Ao AD, o secretário de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Thiago Sá, explicou que “parte dos atrasos decorre das dificuldades operacionais e de planejamento da empresa executora”.
O secretário pontua que as falhas estão “especialmente na organização da sequência executiva e na condução de serviços que dependem de condições específicas de solo”. Sá aponta ainda que a pasta tem fiscalizado e notificou a empresa. Há ainda “acompanhamento técnico permanente para cobrar reprogramação, cumprimento de prazos e adoção de medidas que reduzam impactos no cronograma”.
Questionado pelo AD se estas falhas poderiam levar ao rompimento de contrato, o secretário explicou que “existe uma análise de risco, que considera assunção das atividades e punições contratuais caso a obra não seja concluída dentro dos próximos três meses.”
Versão da empresa
Procurada pelo AD, a Mobicon reconheceu que o cronograma original não foi cumprido conforme planejado, mas ponderou. “Nosso compromisso se mantém: entregar uma obra de qualidade para a população”. Segundo a empreiteira, os atrasos decorrem majoritariamente das “condições climáticas adversas, com chuvas intensas e antecipadas”, que de acordo com a companhia “impactaram significativamente etapas críticas da obra, especialmente serviços de pavimentação, que exigem período de estiagem para garantir a qualidade técnica necessária”.
A empresa revelou ainda prazo para entrega de uma das três frentes principais da obra. Serviços complementares, como meio-fio, calçadas e guarda-rodas, devem estar prontos até o fim de fevereiro, se não houver nenhum impedimento técnico.
A liberação do tráfego na pista Sul da BR-153 ainda depende da conclusão da pavimentação. “Nossas equipes estão mobilizadas e aguardam condições climáticas favoráveis para execução com qualidade e segurança. Nas condições climáticas do momento não é possível fornecer uma previsão”, explicou.
A outra etapa é a liberação do tráfego na Avenida Jovino de Araújo, que aguarda aprovação da Equatorial para a realocação de dois postes que interferem na área de aterro. Conforme a empreiteira, o processo está em andamento junto à concessionária e o serviço será executado imediatamente após a liberação.
“A empresa tem mantido a Prefeitura permanentemente informada sobre cada etapa, incluindo as questões climáticas e burocráticas. Entendemos que tanto a construtora quanto o poder público foram impactados por circunstâncias de força maior, e estamos trabalhando em conjunto para superar cada obstáculo”, destacou em nota a Mobicon.
A prefeitura de Anápolis afirmou que para que os serviços sejam concluídos é necessária uma janela contínua estimada de aproximadamente 20 dias de estiagem. Por isso, por ora, não é possível estimar uma data para entrega da obra.






