Empresários do setor de papelarias de Anápolis estão preocupados com a queda de faturamento a partir do avanço de políticas públicas que concedem kits de materiais gratuitos a estudantes da rede pública de ensino, seja municipal ou estadual.
Há alguns anos o governo do estado já concede o benefício e, desde o ano passado, Márcio Corrêa (PL) também o implementou em Anápolis. Ao AD, o empresário Wanderley Camargo, proprietário de uma papelaria na cidade, relatou que as vendas caíram na ordem de 60% a partir da implementação do benefício.
“A gente não vende mais material. A prefeitura e o governo do estado dão. Tirou 100% dos alunos públicos das lojas”, lamentou. “Tenho caderno de matérias, que são usados na rede estadual, que estão há quatro anos no meu depósito”, completou.
Camargo apresenta a solução que seria o melhor para os dois mundos e já funciona no Distrito Federal e em Quirinópolis, cidade do Sudoeste de Goiás: o cartão escolar. “A pessoa humilde é beneficiada, pode comprar em qualquer papelaria, naquela mais próxima da sua casa, e o comerciante local também”, explica.
Na noite desta segunda-feira (12), o prefeito Márcio Corrêa informou que os kits de materiais escolares serão entregues em tempo hábil para o início do ano letivo, em 21 de janeiro. O contrato para a compra foi firmado com uma empresa do ramo via adesão a ata de registro de preços.
Camargo explica que praticamente todos os comerciantes de Anápolis não têm tamanho para disputar um processo licitatório e a tendência é a morte dos pequenos. “Escolas particulares não se comparam com a quantidade de alunos da rede pública. Nos pequenos municípios nem escola particular tem. Todos estão fechando”, lamenta.






