A definição da presidência da Câmara para o próximo biênio passará pelas eleições de outubro. É o que avaliam diversos parlamentares ouvidos pelo AD, que descartaram uma antecipação do pleito no legislativo e apontam que pode haver mudança na correlação de forças dos grupos políticos.
“Vamos passar pelo crivo das urnas em outubro. Hoje, a tendência é a própria reeleição da Andreia, mas grupos podem se fortalecer ou enfraquecer a partir da eleição”, disse ao AD um veterano parlamentar.
Na linha dele, outros também se posicionaram. Alguns se atentam para o fato de que Amilton Filho (MDB), se reeleito com votação expressiva, fortalece o clã Batista e dá à irmã Andreia uma reeleição “de bandeja”. Por outro lado, um revés inesperado rebaixa o patamar do grupo e abre espaço para novos nomes.
Publicamente, a presidente da Câmara tem se esquivado de declarar interesse ou rejeitar a ideia da reeleição. Nas entrevistas recentes, Andreia sempre se disse focada na condução da Casa. Mas há quem já se movimente de olho na sucessão, como Jakson Charles (PSB), que já levou ao prefeito Márcio Corrêa (PL) a intenção se ser candidato.
Frio, mas vai esquentar
Os vereadores foram unânimes em dizer que a pauta ainda não está nos corredores da Câmara. Todavia, a aposta é que o que está frio vai ter calidez a partir do retorno dos trabalhos.
“O clima está frio. Estamos num período de recesso. Começando as sessões, em fevereiro, começa a se aquecer”, projeta Alex Martins (PP).






