Em um mundo de conversas globalizadas, a captura de Nicolas Maduro e a mudança na política da Venezuela chegou até a Praça Bom Jesus, bem aos bares, igrejas e demais rodas de conversa de Anápolis. Mas, para um anapolino em especial, o assunto precisa ser tratado com mais atenção.
O anapolino José Batista Júnior, conhecido como Júnior Friboi, tem ao lado dos irmãos Joesley e Wesley Batista, motivos para acionar seus contato dentro do governo Donald Trump visando garantir a segurança dos negócio que a família mantém no país vizinho.
A J&F é sócia de uma concessão para exploração de poços de petróleo que hoje estão sob o controle do regime chavista, mas foram expropriados da multinacional americana ConocoPhillips em 2006, durante o processo de estatização do setor na era Hugo Chávez.
A empresa dos EUA posteriormente ganhou o direito a indenizações em arbitragens internacionais, mas o veredicto foi sumariamente ignorado por Caracas.
Desde a captura de Maduro, Trump já declarou que os EUA “governarão” a Venezuela e controlarão uma “extraordinária quantidade de riquezas” das reservas do país como forma de “reparação” às petroleiras americanas que perderam o direito de atuar no país caribenho após investirem pesadamente na operação venezuelana.
Fontes venezuelanas familiarizadas com o assunto relataram ao Jornal O Globo que Joesley e seus parceiros de negócios em Caracas têm tentado se reunir com a presidente interina, Delcy Rodríguez, para manter suas operações intactas diante do assédio americano, que vem propondo parcerias e compensações que sejam vantajosas para o governo interino.
Oficialmente, o grupo brasileiro nega qualquer atuação no país vizinho. Mas não é segredo na Venezuela que o grupo mantém negócios no setor através da Petro Roraima, uma joint-venture de capital misto controlada por uma filial da estatal PDVSA em parceria com a A&B Oil and Gas, companhia privada do empresário Jorge Cardona, representante dos Batista no país.
O temor de Joesley é de que os EUA retomem completamente a operação dos poços e a J&F seja desalojada e sofra prejuízos bilionários, o que se justifica à luz das circunstâncias.






