O ex-vereador Leandro Ribeiro está prestes a ingressar no Agir e se tornar oficialmente pré-candidato a deputado estadual pela legenda. Se ainda faltam detalhes para o acordo político com a legenda, não há dúvida de que o ex-presidente da Câmara Municipal de Anápolis será candidato em outubro.
“Tenho de mostrar a minha cara e trazer o meu grupo pro meio da disputa política”, antecipa Leandro Ribeiro ao ser questionado sobre o projeto para 2026. Cotado para ser candidato a prefeito em 2024 pelo grupo de Roberto Naves (Republicanos), que acabou optando pelo nome de Eerizânia Freitas (União), Ribeiro diz não esperar mais acordos que o tirem do pleito.
“O Roberto [Naves] não cumpriu comigo. Então vou confiar em quem? Não posso esperar. Tenho um projeto para a cidade e tenho convicção que posso ajudar muito o município na Alego com minha experiência como parlamentar”, destaca.
O acordo “não cumprido” ao qual se refere Ribeiro é quanto ao compromisso firmado pelo então prefeito de fazer Leandro candidato em 2024 desde que ele não fosse candidato a deputado estadual, e sim federal, nas eleições de 2022. Assim foi feito: Leandro ficou na suplência do PP e Vivian Naves, então primeira-dama anapolina, foi eleita para a Assembleia Legislativa.
“GRUPO DA MORTE”
O pré-candidato chega na disputa para embolar uma já acirrada concorrência por votos de nomes que disputam pelo mesmo nicho eleitoral, uma vez que em um passado recente, todos integravam o mesmo grupo político. Isto porque Vivian Naves (PP) e Amilton Filho (MDB) disputam na cidade o mesmo segmento.
A chegada de Ribeiro ao pleito tem potencial de criar um “grupo da morte”, semelhante aos grupos de seleções na Copa do Mundo formado por nações com forte tradição no esporte. Normalmente, das quatro seleções, só duas avançam na competição. No caso do trio anapolino todos podem “avançar”, ou vencer as eleições, assim como pode ocorrer o oposto: todos morrerem abraçados.
Para Leandro, o cenário é natural do processo político e não deve causar estranheza no eleitor. “Há muitas razões para o eleitor escolher uma opção. Eles já estão estabelecidos e já tem mandato, já vem dando suas contribuições. Eu estou chegando para apresentar a minha proposta”, justifica.
“Tanto Vivian quanto Amilton têm muitos votos fora da cidade, já que estão correndo o estado com seus mandatos. Eu só tenho os votos daqui, por isso meu foco é e será Anápolis”, finaliza Ribeiro, que acena para o mesmo mote de campanha que lhe rendeu 27 mil votos em 2022, quase todos vindos de urnas da cidade.






