A Aurora EADI segue seu périplo para tentar se instalar em Anápolis e fazer cumprir seu compromisso com a Receita Federal, de gerir o Porto Seco na cidade. Em busca de autorizações e alvarás, desta vez na Goinfra, um processo está emperrado numa área totalmente distante do setor técnico da autarquia goiana: a procuradoria.
A empresa de logística deu entrada num pedido de autorização reconhecido como Termo de Permissão de Uso (TPU). Na prática, o documento permite que se façam alterações nas vias do Daia para ter acesso à GO-330. Após mais de um ano de espera, o documento foi expedido pelo setor técnico, autorizando a emissão do documento.
Só que foi justamente num setor burocrático que a papelada travou. Mesmo tendo já autorização da FCA – empresa que administra a Ferrovia Norte-Sul e até mesmo da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Aurora não conseguiu obter uma assinatura do setor jurídico atestando o processo.
O chefe responsável pelo órgão na GoInfra desde 2022 é o procurador Yuri Matheus Araújo Matos. O servidor está de férias. “E nós fomos informados que eles estão esperando o retorno dele para despachar um documento comum, cotidiano e que não depende de uma pessoa específica”, explica o advogado Carlos Heinrich Andrade, representante legal da empresa.
Além de Yuri Matheus, na procuradoria da GoInfra há outros três procuradores. Colegas do responsável pelo setor que poderiam analisar o caso de permitir um investimento em Anápolis que já passou de R$ 120 milhões. São eles: Gabriel Lopes Alfredique Alves, Bernardo Soares Santos e Fahah Ramde Otoch Uchoa, este último sendo o substituto das atribuições de Yuri Matheus.
“O assunto em si tinha, em tese, até 15 dias úteis para responder. Foi o prazo anunciado por duas vezes à empresa”, completa Carlos Andrade. “Mas, agora tem de esperar o procurador-chefe voltar por um assunto extremamente simplório. Isto vai contra a eficiência no serviço público”, destaca o advogado da empresa.






