Anápolis perdeu um posto e um discurso considerado motivo de orgulho para seus habitantes, e que também serviu durante anos como plataforma de discurso político de algumas campanhas. A condição de segunda maior economia de Goiás ou “segunda cidade mais rica do Estado” ficou para trás.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a 2023 mostram que a cidade perdeu fôlego, viu algumas rivais até mesmo distantes se aproximarem, e foi ultrapassada. Anápolis é, agora, a quarta maior Economia de Goiás, atrás de Goiânia, que segue liderando.
A novidade é Rio Verde que passa a ser a “nova Anápolis”, na segunda posição. Em seguida está Aparecida de Goiânia, que assume a terceira posição. E só então surge Anápolis.
Este processo não aconteceu da noite para o dia e nem mesmo é relacionado a um único fator. Mas é possível observar que nos últimos 10 anos, o município foi perdendo capacidade de agregar novas fontes de riqueza, com desaceleração dos novos investimentos.
Enquanto isto, cidades como Aparecida e Rio Verde apostaram alto em industrialização. Para se ter uma ideia, em 2014, Anápolis era a quinta maior cidade no PIB, entre os 30 maiores municípios do Brasil, enquanto Aparecida de Goiânia ocupava a sexta posição e Rio Verde, a oitava.
No acumulado de 2022/2023, o cenário é outro. Anápolis aparece na sétima posição no ranking do Centro-Oeste, igualmente superado por Rio Verde e Aparecida. Brasília, Goiânia, Campo Grande e Cuiabá lideram este recorte.






