Ana Paula Rezende (MDB) sempre colocou à frente de suas ações a manutenção do legado político de seu pai, o ex-governador Iris Rezende Machado. Mesmo sendo recorrentemente convidada a se lançar como candidata em diversas chapas, a empresária vem negando a possibilidade.
Mas o cenário pode mudar em 2026. Pelo menos é o que Ana Paula Rezende afirma em entrevista a O Popular. Além disto, a filha de um dos maiores nomes da história política do Estado, reclama do tratamento que vem recebendo do vice-governador Daniel Vilela, pré-candidato à reeleição e presidente de sua legenda.
“Se eu decidir disputar, porque não é uma decisão tomada, acho que poderia ser um caminho tentar concorrer e brigar pela segunda vaga ao Senado. É o lugar que tem mais o meu perfil e onde posso representar Goiás e levar aquela política que eu aprendi, a boa política, de discutir temas importantes com equilíbrio”, anunciou.
Apesar da fala, Ana Paula reitera que usa de muita “cautela” para a decisão. “A minha responsabilidade é grande, de cuidar da história do meu pai”, completa a emedebista que também reclama ter se sentido “muito só”. “Eu me senti realmente só, porque eu não senti que o meu partido ou que o mundo político entendeu a importância daquela obra”, diz.
AJUDA
“Fiquei aí dois anos pedindo ajuda. O Daniel, inclusive, eu procurei duas ou três vezes para pedir ajuda. Com todas as pessoas do MDB eu pedia e reclamava, inclusive. Dizia que isso é importante para o partido e que me ajudassem a levar isso adiante, mas eu não tive retorno. Eu não tive resposta. Não tive mesmo. Acho que foi uma falha. Acho que faltou sensibilidade política do partido, mas agora acho que vai ser resolvido”, reclamou a herdeira do lendário emedebista.
Ana Paula Rezende aposta que uma das duas vagas a serem preenchidas ano que vem será da primeira-dama Gracinha Caiado (União), pré-candidato ao cargo. “Eu vejo espaço para construir uma segunda vaga”, indica.
Sobre a relação política com Daniel Vilela, Ana Paula expôs suas condições para se empenhar no projeto de reeleição do atual presidente do MDB: consideração. “Daniel é o presidente do meu partido e meu candidato, mas eu sempre vou exigir mais reconhecimento por parte do partido para a história dele [Iris Rezende]”, garante.






