Em um município marcado pelo alinhamento com o Bolsonarismo, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no último sábado (22) gerou diferentes reações nos representantes políticos da cidade. Enquanto nomes ligados ao ex-presidente, como o prefeito Márcio Corrêa (PL), manifestaram apoio ao presidente de honra do PL, figuras como o ex-prefeito Roberto Naves (Republicanos) decidiram se calar sobre o fato.
“Manifesto minha solidariedade plena ao presidente Bolsonaro e à sua família, justamente num momento em que sua saúde inspira cuidados e deveria ser tratada com humanidade”, escreveu Corrêa em uma rede social.
Para o gestor anapolino, que recebeu o ex-presidente na cidade por três vezes durante a campanha de 2024, as decisões do STF “ultrapassam a razoabilidade e um ambiente de perseguição que não fortalece a democracia — enfraquece”.
Ex-prefeito de Anápolis, que condecorou o ex-presidente com a Comenda Gomes de Souza Ramos em 2023, Roberto Naves se manifestou diversas vezes para abordar a agenda do ex-presidente. Agora, no entanto, Naves optou pelo silêncio e não divulgou nenhuma opinião sobre o tema.
Presidente municipal do PL, o ex-vereador Hélio Araújo também ignorou a prisão do presidente de honra de seu partido. Araújo, que vive um momento político sensível após se tornar réu por corrupção passiva, não quis prestar apoio a Bolsonaro.
Vereador anapolino e integrante do PL, Suender Silva afirmou a “injustiça venceu mais uma etapa”. “A prisão do ex-presidente Bolsonaro não é só um ataque a um homem é um ataque ao direito, à democracia e à voz de quem acredita em um Brasil de verdade”, avaliou. Jair Bolsonaro confessou em depoimento na audiência de custódia que tentou violar a tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda.






