Quem tiver ouvido por acidente um recorte da fala de Eliane Pereira pode se confundir e imaginar estar visitando Oslo, capital da Noruega. Durante a prestação de contas do segundo quadrimestre da gestão municipal, a Secretária de Saúde de Anápolis apresentou números, defendeu dados de sua gestão e exagerou – em muito – nos autoelogios ao trabalho comandado por ela.
“Números estrondosos”, “resultado maravilhoso” ou “aumento estrondoso nos atendimentos” foram alguns dos vários exemplos de adjetivos usados em sua apresentação ao se referir do trabalho da Secretaria de Saúde, sob o seu comando.
A fala de Eliane destoa da realidade, que segue desafiadora no município nos diversos tipos de atendimentos que a população anapolina busca na cidade, mas até mesmo de seus pares e do próprio prefeito.
Enquanto Eliane ficava à vontade para se exaltar, Marcelo Olímpio Tavares adotou, antes dela, um tom bem diferente e, em alguns momentos, na direção contrária. O secretário de Economia chegou a dizer que alguns cenários eram “apavorantes” e “preocupantes”, em seguida avisando que alguns planos deveriam ser adotados para mudar a atual situação.
FUTURO
Em clima de cautela, o próprio prefeito Márcio Corrêa (PL) usou o espaço de fala para destacar a fala técnica de Marcelo Tavares sobre as dificuldades e preferiu projetar avanços para o futuro. Corrêa sublinhou avanços na Saúde, com números que comprovaram aumento no número de procedimentos e atendimentos e, ainda, os investimentos, que chegaram a 25,44%, mais de 10% acima do mínimo legal.
No entanto, o gestor optou por sinalizar para um cenário na Saúde para o futuro, com a equalização das contas. “Vamos ter novidades em breve na Saúde especializada”, disse, referindo-se à inauguração da policlínica na antiga Osego, que deve ser inaugurada em algumas semanas.
(Foto: Allyne Laís/Câmara Municipal)






