O projeto que pede a concessão de Cidadania Anapolina ao deputado federal Gustavo Gayer (PL) foi reapresentado pelo vereador Suender Silva (PL). Após o primeiro título ser rejeitado em votação no plenário por insuficiência de votos favoráveis, o vereador conseguiu assinaturas para reapresentar o mesmo pedido.
Seguindo este trâmite, o projeto deve passar pelas comissões novamente. E foi na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que o projeto teve seu primeiro pedido de vistas. Ananias Jr (Agir) pediu vistas. O objetivo, conforme o Anápolis Diário apurou, é solicitar as documentações necessárias que indiquem idoneidade do homenageado.
Ananias Jr. deve seguir um decreto legislativo de autoria de Jakson Charles (PSB). No documento de número 1061, de 05 de dezembro de 2023, é previsto que todas as homenagens realizadas pela Câmara Municipal sejam precedidas de apresentação de documentação que ateste a idoneidade do indicado, como antecedentes criminais e alguns “nada consta”.
Gustavo Gayer possui uma série de problemas com a Justiça em diferentes estágios dos processos. Conforme consulta realizada no portal do STF, foram encontrados 13 processos em tramitação em nome de Gustavo Gayer.
Alguns deles foram citados na Câmara Municipal, durante o debate que levou à rejeição do título de cidadania, e também por portais de alcance nacional como o Metropoles. Como a denúncia do Ministério Público de Goiás por um acidente em que o hoje deputado estaria dirigindo embriagado. O acidente terminou matando duas pessoas e deixando uma terceira paraplégica.

CONDENAÇÃO
Na Justiça Eleitoral, o nome tido como “referência da Direita em Goiás” tem três processos: Propaganda Eleitoral Negativa, Ação de Investigação Judicial Eleitoral e investigação por abuso de poder político.
Mas é na Justiça do Trabalho que está sua condenação mais avançada. Gayer foi condenado por assédio eleitoral no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, por coação de funcionários de empresas para votarem em Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022.
A decisão de segunda instância ampliou o valor que era de R$ 80 mil para R$ 100 mil, após recurso do Ministério Público do Trabalho (MPT).
POLÍCIA FEDERAL
Já na Polícia Federal, o deputado federal homenageado por Suender Silva é alvo investigação da Operação Discalculia. Deflagrada em outubro de 2024, a PF aponta que o deputado é “peça central” de um esquema criminoso que envolvia desvio de cota parlamentar e falsificação de documentos para criação de uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) de fachada.
As acusações formais incluem associação criminosa, falsidade ideológica e falsificação de documentos.






