O vereador Cabo Fred Caixeta (PRTB) associou a queda de duas posições da Educação de Anápolis no ranking do IDEB à falta de uma escola militarizada. E foi além, ainda reclamou que possui um projeto de sua autoria prevendo a criação de uma unidade. Segundo sua tese, este seria o caminho para que o município não fosse ultrapassado por outras cidades.
Para isto, ele comparou a realidade da Educação de Anápolis – com 398 mil habitantes – com a vizinha Terezópolis de Goiás (9744 habitantes, conforme o censo de 2022). Isto porque, segundo o parlamentar, Terezópolis só passou Anápolis no ranking por contar com uma escola militar
“No ano passado Teresópolis passou a gente também no índice de educação básica. Agora Itumbiara e Jaraguá passaram a gente. Por que isto acontece? Na cidade de Teresópolis temos escola militarizada e foi ela que foi a promissora (sic) que ultrapassou a cidade de Anápolis no Ideb”, discursou.
Para Caixeta, os esforços do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), tem sido grandes, mas são limitados pela não implantação do modelo defendido por ele. “Nosso prefeito tem lutado para que isto não aconteça, ele tem investido na Educação, tentado abrir mais vagas”, avalia.
Autor de um projeto que cria um modelo de Educação baseado em quarteis, Cabo Fred Caixeta aponta um culpado pela demora da apreciação de sua pauta: o colega de Câmara Municipal, professor Marcos Carvalho (PT) “Infelizmente há pessoas que não estão preocupadas com isto”, insinuou.
Caixeta diz que o projeto poderia ter sido votado e que ele teria já simpatia do prefeito em aplicar o modelo no município, mas “infelizmente o professor Marcos Carvalho votou contra nas comissões”. Caixeta acusa Carvalho de pegar o projeto para análise e extrapolar o tempo para devolução.
“Até hoje, ele não devolveu nosso projeto. A cidade de Anápolis precisa melhorar o índice de Educação Básica”, disse, relacionando o sucesso do complexo processo educacional do município à aprovação de seu projeto.
RESPOSTA
Já o professor Marcos Carvalho afirma ter solicitado no dia 28 agosto um posicionamento técnico da Secretaria de Economia, de Educação e da Procuradoria Geral do Município.
“Para falar de Educação, temos de ouvir os 2,8 mil professores. Eles não serão ignorados, não serão atravessados, não serão atropelados. Quem tentar atropelar servidor público aqui não vai vencer no grito”, disse de forma enfática em resposta ao parlamentar. “Exigiremos os trâmites legais. E quem ignorar os procedimentos, precisa estudar um pouco mais”, finalizou.






