O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), confirmou que será candidato à Presidência da República em 2026 e rejeitou a possibilidade de um consenso da direita em torno de um único nome já no primeiro turno. Ele defendeu que o processo democrático deve respeitar a vontade popular e que o apoio dos demais partidos será dado ao candidato que chegar ao segundo turno.
“Depois, aquele que surgir do primeiro turno deverá, sem dúvida alguma, receber o apoio. Para todo analista minimamente entendido de política, sabe que a migração do eleitorado irá para aquele que atravessou o primeiro turno”, afirmou. Segundo Caiado, cada liderança de direita possui relevância em seu estado e contribui para o fortalecimento do debate político nacional.
Entre os nomes já colocados na disputa estão Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais; Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece como favorito para receber apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, mas afirma que deve buscar a reeleição em São Paulo. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, também é cogitada, mas para uma possível candidatura ao Senado.
Nos últimos meses, Caiado tem reforçado uma pauta de alcance nacional, com ênfase na “pacificação do Brasil por meio da anistia” aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele já declarou que, caso eleito, seu primeiro ato será conceder anistia ampla e irrestrita, em referência ao gesto de Juscelino Kubitschek. Além disso, aposta na bandeira da Segurança Pública, setor considerado o ponto mais forte de sua gestão em Goiás e que tem rendido boas avaliações ao seu governo






