A queda-de-braço entre o Poder Executivo de Anápolis e o Ministério Público de Goiás envolvendo o Centro Pop dá indícios de que está longe de acabar. Desde que o prefeito de Anápolis Márcio Corrêa (PL) anunciou a decisão administrativa de fechar o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, conhecido como Centro Pop, diversos questionamentos foram levantados.
Dois deles ganharam desdobramentos. Um do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) que condicionou o fechamento à prestação de explicações da gestão municipal junto ao órgão. Esta medida cautelar foi derrubada pela Prefeitura de Anápolis na Justiça.
No entanto, uma ação civil pública proposta pelo promotor Paulo Martorini, da 5ª Promotoria de Justiça, em Anápolis, ganhou decisão liminar favorável do juiz Gabriel Lisboa. O pedido atendido é para que o Centro Pop permaneça aberto até que sejam apresentadas medidas alternativas para o atendimento da população de rua.
Conforme apurou o Anápolis Diário, a Prefeitura de Anápolis sinaliza que não irá abrir mão do direito de promover mudanças nas políticas públicas e irá recorrer, promovendo o enfrentamento da tese jurídica apresentada pelo Ministério Público.
Ainda não se sabe qual o valor prático da decisão da Justiça de Goiás para o funcionamento do Centro Pop. Isto porque, quando a decisão foi tomada, na última quarta-feira (24) a gestão municipal já havia fechado a unidade, fato ocorrido no sábado.
Em entrevista no local, Márcio Correa garantiu estar amparado pelo apoio popular, principalmente de moradores e comerciantes da região do centro onde funcionava a unidade. Ele afirmou que “90% dos atendidos no Centro Pop são bandidos e criminosos”.






