No primeiro semestre de 2025, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) contabilizou 4.028 internações por infarto, das quais 1.291 resultaram em morte. No mesmo período, o estado registrou 2.608 casos de AVC, que provocaram 1.390 óbitos. Esses números são parte de dados preliminares divulgados recentemente.
As doenças cardiovasculares, especialmente o infarto agudo do miocárdio, seguem como a principal causa de mortes no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Nas clínicas do Sistema Único de Saúde (SUS), foram realizados 1,6 milhão de atendimentos ambulatoriais relacionados a infarto no primeiro semestre de 2025 — um número inferior aos 2,9 milhões registrados em 2024 e aos 2,6 milhões de 2023.
No ambiente hospitalar, os procedimentos relacionados a infarto também apresentaram queda: foram 93.257 intervenções no primeiro semestre de 2025, frente aos 177,7 mil processos realizados em 2024 e 168,8 mil em 2023. Paralelamente, os falecimentos por infarto em 2023 somaram 94.008, e em 2024 foram 93.641.
Em âmbito global, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) relativos a 2022 estimam que 19,8 milhões de pessoas morreram de doenças cardiovasculares — correspondendo a cerca de 32% de todas as mortes no planeta. Desses casos, 85% foram causados por infarto ou AVC, com mais de três quartos ocorrendo em nações de renda baixa ou média.
Para os AVCs, o Ministério da Saúde investiu R$ 949,2 milhões entre 2023 e junho de 2025 para cobrir atendimentos ambulatoriais e hospitalares. Em 2024, houve 196,3 mil atendimentos hospitalares e 1 milhão ambulatoriais; já em 2023, foram 196,5 mil hospitalares e 853,4 mil ambulatoriais. Os óbitos registrados por AVC foram 33.759 em 2023 e 192.220 em 2024.






