O vereador Ananias Júnior (Agir) lançou uma antiga máxima, já desgastada pelo impacto com os dados estatísticos nacionais, de que só não trabalha quem não quer. Na visão do parlamentar anapolino, “as pessoas é que não querem trabalhar, oportunidades tem”.
Este foi o caminho escolhido pelo parlamentar, que se identifica como um empreendedor na cidade, para promover o lançamento de um feirão de empregos, que terá uma das sedes a Câmara Municipal.
“Falta a conexão entre a empresa e aqueles que querem trabalhar”, destacou o parlamentar ao anunciar o projeto “Mutirão do Emprego”. “Podemos formalizar como o feirão do emprego com vários quiosques para atender quem quiser trabalhar”, explicou, apostando que a Câmara será um “canal de distribuição de currículos e oportunidades”.
REALIDADE
O pensamento do parlamentar corre à revelia da realidade nacional. Dados nacionais do IBGE apontam que o desafio nacional não está somente na geração de vagas de trabalho formais, mas sim, a formação e qualificação para que os trabalhadores possam suprir as demandas já existentes.
De acordo com o relatório do Mapa do Trabalho Industrial, da Confederação Nacional da Indústria, para atender a demanda da indústria brasileira nos próximos três anos, será necessário qualificar cerca de 14 milhões de profissionais entre 2025 e 2027.
O número contempla a necessidade de formação de 2,2 milhões de novos profissionais e de requalificação de 11,8 milhões que já estão no mercado. A projeção leva em conta o crescimento da economia e do mercado de trabalho.
O levantamento é elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Conforme o estudo, as áreas com maior demanda por novos profissionais serão Logistica e Transporte, Construção e Operação Industrial.






