O vereador Suender Silva (PL) fez uma grave denúncia na Educação de Anápolis: professores estariam promovendo o que chamou de “doutrinação política” com alunos da rede pública. Em seu relato, os professores promoveriam discriminação a alunos que defendem o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de Golpe de Estado e outros crimes.
Suender foi arguido pelo colega parlamentar Marcos Carvalho (PT) para que apresente provas de sua denúncia, feita sob a proteção da imunidade parlamentar da tribuna da Câmara Municipal. Inicialmente, Suender Silva afirmou que teria as provas, mas não iria revelar.
Depois, em suas redes sociais, Suender cometeu um jogo de palavras que induz seus seguidores a, no mínimo, um erro de julgamento. Suender Silva começou a postar uma série de imagens e um áudio, classificando os prints como “provas”. O título da postagem é: “Vereador Policial Federal Suender apresenta prova de doutrinação ideológica em colégio de Anápolis”.
O que Suender apresenta são prints sem qualquer identificação de supostos relatos. O material pode servir como ponto de partida de uma investigação. Ou seja: tratam-se de indícios e não de “provas”. As provas solicitadas por Marcos Carvalho, ainda não foram apresentadas.
O Anápolis Diário questionou Suender Silva sobre as postagens e o que pretendia fazer a respeito das informações que, segundo seu relato, começou a receber. O AD também questionou se o material divulgado em suas redes sociais sob o título de “provas” foi periciado para garantir a sua autenticidade ou mesmo se há procedências nos relatos.
A reportagem também perguntou ao parlamentar se houve alguma investigação por parte do seu gabinete a fim de avançar nas certezas de chamar os relatos anônimos de provas. E, por fim, também foi perguntado ao parlamentar se ele pretendia apresentar o conjunto de indícios para a Polícia Civil ou mesmo ao Ministério Público para oficializar uma denúncia que possa se tornar uma identificação.
O vereador não se manifestou sobre nenhuma destas questões.
Do mesmo modo também foi questionado ao vereador Marcos Carvalho, presidente da Comissão de Educação na Câmara, se tinha conhecimento daquelas informações, se havia solicitado oficialmente cópia dos dados e qual seria a postura da comissão diante da grave denúncia. Marcos Carvalho não retornou aos questionamentos. O espaço para ambos segue aberto. (Filipe Santos)






