Identificado como pastor evangélico, Denis Augusto Gonçalves foi assessor do vereador Wederson Lopes (União) na Câmara Municipal. Ele também tem passagens como assessor de Márcio Cândido, quando o também pastor evangélico ocupava o cargo de vice-prefeito de Anápolis.
O assessor é um dos investigados no inquérito da Operação Diploma Fake, do Grupo Especial de Investigação Criminal (GEIC) da Polícia Civil de Goiás. As investigações, as quais o Anápolis Diário também teve acesso, apontam que Denis Augusto negociava diplomas, promovendo vendas a interessados num caminho mais rápido para a graduação.
Nos registros de conversas telefônicas por texto que a Polícia extraiu nas investigações, em dezembro de 2023, um indivíduo questiona Denis Augusto se ele conhece as pessoas que vendem os diplomas de curso superior.
Diante da resposta positiva, O rapaz, de nome Maycon, se certifica se os diplomas falsos são aceitos “inclusive nos concursos para os órgãos policiais”. Sob uma nova confirmação, Denis diz que os documentos são emitidos pelas faculdades disponíveis e afirma que “conhece o cara que arruma os diplomas e que tem um amigo que já fez e deu tudo certo quando usou em concurso”.
A tabela de preços que o pastor evangélico Denis Augusto fornece ao “cliente” é de R$ 2,5 mil para diplomas de conclusão do ensino médio e R$ 4 mil para o ensino superior.
Em interrogatório, Denis Augusto confirmou o diálogo e entregou o nome do jornalista e empresário Samuel Vieira Soares, como sendo o responsável pela confecção e entrega dos documentos. Samuel Vieira foi candidato a vereador em 2024 pelo União Brasil, mesmo partido a qual pertence o vereador Wederson Lopes.
VEREADOR
O Anápolis Diário entrou em contato com o vereador Wederson Lopes que, em 2019, teceu elogios ao pastor Denis Augusto que, à época estava a frente de uma comunidade terapêutica.
“Só na eternidade que vocês que estão à frente desses projetos vão ter a dimensão do trabalho realizado, do alcance e da transformação através do trabalho, que é árduo, e que nós, poder público, precisamos cada vez mais estarmos envolvidos e apoiando”, derreteu-se o parlamentar.

A reportagem questionou como era a relação do parlamentar com o pastor, que foi seu servidor comissionado de março a julho de 2024, na época em que Denis já era investigado e já havia sido interrogado pela investigação. O parlamentar não retornou aos questionamentos.
Posteriormente, o parlamentar entrou em contato com o AD informou que o pastor trabalhou no mandato do vereador “de janeiro de 2023 a julho de 2024”. Lopes ainda destacou que o cargo ocupado não tinha qualquer demanda de diploma de curso superior. (Filipe Santos).






