Após a divulgação da decisão com “tutela de urgência” do juiz Rodrigo de Castro Ferreira, da 1ª Vara Cível de Anápolis, sobre uma rua que margeia a área da Aurora EADI, uma luz amarela se acendeu no Daia. Afinal, quantas ruas mais poderiam estar comprometidas por margear ou cruzar as linhas férreas da Ferrovia Centro Atlântica (FCA)?
Um estudo realizado pela WEHM Consultoria Topográfica e Geotécnica pode responder a esta indagação que levantou dúvidas e gerou insegurança e diversas empresas que margeiam a ferrovia gerida pela FCA.
Assinado pelo agrimensor Wesley de Almeida Vitorino, o documento indica que há, pelo menos, quatro passagens em nível no Daia que não atendem “ao perfil de regras mencionados pela empresa VLI, sendo uma destas regras a distância mínima entre uma e outra”.
Uma delas é do principal rival da Aurora. O Porto Seco Centro-Oeste, que luta de todas as maneiras para não entregar a concessão que perdeu para a Aurora, também tem a sua passagem de nível feita do mesmo jeito e, portanto, conforme entendimento da FCA e do juizado da Comarca de Anápolis, irregular.
É o que aponta o documento divulgado pela empresa técnica ao qual o Anápolis Diário teve acesso. A decisão do juiz Castro Ferreira atinge somente a Aurora EADI, já que a FCA somente entrou com um processo contra esta empresa.
No entanto, como já adiantou o Anápolis Diário, em caso de questionamento da própria concessionária ou mesmo do Ministério Público em busca de isonomia, um cenário de insegurança pode tomar conta do Daia.

LOCAIS
Isto porque, conforme o relatório técnico apresentado pela WEHM, na Rua R2, “entre o restaurante sol nascente e a plataforma logística multimodal” há uma passagem fora dos padrões da FCA.
Outro ponto, o que serve de acesso ao Porto Seco Centro Oeste, tem as coordenadas “-16.397978° e -48.932218°”, fica na Viela VP-5E, e, também apresenta o mesmo cenário. Este ponto, no entanto, não foi alvo de questionamento da FCA
Por fim, outra passagem desta vez na Viela VP-3E, que dá acesso a diversos módulos industriais, ou seja, às empresas do Daia, também constam como tendo as mesmas características da única que foi vista como “problemática” e condenada pelo Juizado de Anápolis.
Apesar deste cenário técnico, somente a empresa logística Aurora EADI, até o momento, deve ter de destruir parte da rua construída ou, no caso, buscar novo entendimento jurídico para reverter a decisão de primeira instância.
Isto porque a FCA questionou somente a empresa, tendo o juiz de Anápolis concedido a reintegração à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A alegação da empresa: a Aurora EADI teria construído uma PN (Passagem de Nível), invadindo um pedaço de uma área considerada de “segurança” para o trecho.






