A Santa Casa de Misericórdia e a Maternidade Dr. Adalberto são duas instituições de Saúde que ganharam protagonismo no início do ano por conta das cobranças nos repasses financeiros da Prefeitura de Anápolis às entidades mantenedoras. A Santa Casa chegou a anunciar a suspensão da regulação de novos pacientes vindos do município.
Conforme os dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Anápolis, somente na primeira quinzena de julho, a Santa Casa de Misericórdia já recebeu da gestão municipal R$ 3.743.033,29 em pagamentos. Este é o valor que já caiu na conta da Fundação de Assistência Social de Anápolis (FASA) que administra o hospital.
Isto porque, além deste valor, há ainda empenhos e liquidações, que são passos diferentes até a efetiva transferência para a conta do prestador de serviço.
Mensalmente, há um compromisso de repasse extra a Santa Casa de R$ 648 mil por parte do município a título de contribuição a mais pelos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Estado de Goiás também faz um aporte extra semelhante, no valor de R$ 600 mil.

LIQUIDAÇÃO
Já a Maternidade Dr. Adalberto tem realidade diferente. No mesmo período, o hospital recebeu bem menos: R$ 45.202,36. Apesar disto, a instituição de Saúde tem em valores liquidados, ou seja, ações já comprovadas e que apenas aguardam o pagamento, valores que superam R$ 430 mil.
Apesar da liquidação, não há uma previsão ou mesmo um prazo legal para a efetiva transferência dos recursos para a conta dos prestadores de serviços.






