Em 2009, a gestão Antônio Gomide (PT) deu início a um grande e audacioso programa de Infraestrutura urbana. Sob o nome “Asfalto para Todos”, a ação tinha como missão findar um dos grandes problemas de Anápolis à época: a falta de asfalto em dezenas de bairros.
Ao final, o Asfalto para Todos chegou a mais de 100 bairros, entre asfaltamento total de novos setores que se estabeleceram sem o benefício, complementação de ruas e avenidas e ainda o recapeamento de outras regiões. Pela primeira vez, o município conseguiu tirar de pauta o piche e a poeira da terra batida e do barro no período de chuva.
A questão só voltou à tona após uma década. O então prefeito Roberto Naves (Republicanos) inseriu no programa Anápolis Investe o asfaltamento de novos bairros que sugiram na cidade.
Seja com pavimentação completa ou complemento de ruas, foram feitas ações de pavimentação e instalação de galerias pluviais em 18 bairros. Entre eles, áreas com avançado processo habitacional como o Promissão, Lírios do Campo, Lusitano e Polocentro.
DESAFIO
Agora, a gestão Márcio Corrêa tem um desafio próprio: identificar, planejar e executar ações de pavimentação e instalação de galerias nas chamadas “pontas de rua”. São aquelas áreas em que o asfalto termina, mas rua continua e que, por alguma razão, não recebeu asfaltou. Ou mesmo aqueles locais em que os bairros se “expandiram”.
Levantamentos de 2024 indicam que Anápolis tem, hoje mais de 28 quilômetros em extensão de ruas e avenidas que foram abertas, mas não receberam o benefício. Este número representa 194 mil metros quadrados em área urbanizada.

São espaços que, muitas vezes, precisam passar por um processo mínimo de regularização, já que são frutos de expansões irregulares já consolidadas.
Este montante é bastante segmentado, já que estão divididos em 43 regiões diferentes, de acordo com o documento técnico da Infraestrutura municipal do ano passado.
Os endereços possuem as mais diversas características. Desde ruas com pequenas extensões, com trechos de 40, 50 metros, como a Rua Verde Vale, no Paraíso, até extensões maiores, como é o caso da Rua PP 19, no Parque dos Pireneus, no trecho que liga até a Alameda dos Bosques, já na divisa com um pasto.
Muitas destas “pontas de rua” possuem problemas de registro até mesmo em mapas mais atuais, com pendencias de registro, o que pode dificultar um processo de inclusão de um serviço em licitação, como é o caso de pequenas ruas como a Curitiba, no Bairro Bonsucesso, próximo ao Itamarati. Desta forma, a missão torna-se burocrática e efetiva em regularizar para poder contratar o serviço e atender estas regiões.







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