A informação de que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pode ser terceirizado através do chamamento de uma Organização Social (OS) pegou grande dos servidores da Saúde que atuam no segmento em Anápolis de surpresa. A notícia foi informalmente compartilhada em uma reunião dos profissionais do serviço pela coordenadora da unidade, Vanessa Rosa de Oliveira.
Conforme apurou o Anápolis Diário, durante a reunião, a coordenadora prestou algumas informações sobre o cotidiano do Samu. Ela prestou contas de uma denúncia que corre na ouvidoria da Prefeitura de Anápolis envolvendo uma servidora da unidade, e fez um aviso que soou como alerta: que nenhum profissional fizesse compromisso de trocas de plantões a partir de agosto.
“Ela contou ter estado em reunião na Secretaria de Saúde e disse não saber como será nossa escala de agosto. Pediu que ninguém fizesse compromisso de trocas”, revelou um servidor da unidade ao AD sob o pedido de anonimato.
O motivo do pedido veio em seguida, ainda segundo a fonte, com a seguinte fala: “Nosso prefeito quer fazer uma melhoria no SAMU terceirizando, para que o SAMU de Anápolis seja referência, pois a verba que vem para o SAMU está deixando a população a desejar e ela espera que todos nós entendêssemos que é para melhoria no atendimento”, completou.
“Temos servidores suficientes, as ambulâncias estão equipadas. O Bombeiro sempre está dando curso pra gente”, argumentou o profissional, questionando a decisão ou, ao menos, a possibilidade, uma vez que a escala do SAMU, segundo ele, é completa.
EM ESTUDO
Coordenadora do Samu de Anápolis, Vanessa Rosa Oliveira confirmou ao AD que existe o diálogo sobre a contratação de uma OS, mas destacou que o tema não faz parte do seu campo de atuação, que é de natureza técnica.
“Essa é uma avaliação que está sob competência da Secretaria Municipal de Saúde, em conjunto com a Prefeitura. Até o momento, não fui informada oficialmente sobre modelos definidos ou prazos estabelecidos. Toda e qualquer decisão relacionada a mudanças estruturais, contratuais ou administrativas parte da gestão central da saúde municipal”, registrou.
Vanessa Rosa também disse que está contribuindo com as informações demandadas pela Secretaria Municipal de Saúde. “Dentro da minha atribuição técnica, sigo contribuindo com responsabilidade, transparência e compromisso, garantindo que os dados e as demandas operacionais do SAMU estejam sempre à disposição da Secretaria Municipal de Saúde para subsidiar qualquer estudo ou tomada de decisão que venha a ser realizada”, finalizou a coordenadora.






