A programadora Raissa Lima conta com a solidariedade dos amigos e de quem ouvir a sua mensagem pelas redes sociais para salvar a sua mãe. Em 2023, Quézia Martins da Silva foi diagnosticada com um câncer de mama do tipo HER2 positivo.
Trata-se uma forma mais agressiva pela potencialização da proteína que dá nome à doença. Estatisticamente, um quarto dos casos de câncer de mama possuem esta classificação.
Quézia passou pelo tratamento necessário, fez a retirada do tumor, mas em 2025 houve uma manifestação da doença no mesmo local onde houve a retirada do nódulo maligno. Este processo é chamado de “recidiva em plastrão”.
O tratamento recomendado para Quésia é o uso de um medicamento chamado Trastuzumab deruxtecan, cujo nome comercial é Enhertu. Esta é uma droga específica para o tipo de manifestação verificada no caso de Quézia que, no seu caso, precisa de uma dosagem de 510mg a cada 21 dias. O custo anual deste tratamento é superior a R$ 1,3 milhão.

JUSTIÇA
Por duas vezes, a família tentou buscar o direito ao acesso à medicação pelo Sistema Único de Saúde, através de um pedido judicial. Mas, ambos pedidos foram negados.
Os pedidos foram feitos arrolando como a União, o Estado e o Município em busca de ressarcimento público do tratamento. O principal argumento para a negativa é que o Conitec – Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Sáude – julgou inadequado o uso do medicamento recomendado a Quézia.
“Os membros do Comitê de Medicamentos da Conitec, em sua 20ª Reunião Extraordinária, no dia 23 de agosto de 2024, deliberaram, por maioria simples, recomendar a não incorporação do pertuzumabe e trastuzumabe em dose fixa subcutânea para o tratamento metastático de pacientes com câncer de mama HER2- positivo em primeira linha”, diz o texto usado como base para a negativa do juiz federal Gabriel Brum Teixeira, da 2ª Vara Federal Cível de Anápolis

EXPECTATIVA
A decisão inicial não desanimou a advogada responsável pela causa de Quézia. Para Thalita Silper, o pedido está fase inicial, chamado de reconhecimento. “Seguimos ainda aguardando a realização de perícia técnica ou encaminhamento para parecer do NatJus, que serão usados para indicar tecnicamente a necessidade (ou não) do medicamento para o quadro apresentado”, explica.
AJUDA
Enquanto luta por uma nova avaliação do Poder Judiciário que garanta o fornecimento da medicação pelo SUS, Raíssa Lima tem feito campanhas de arrecadação. Uma delas é através do “Vakinha”, um site especializado em arrecadação de fundos coletivos. “É uma forma que encontramos de atrair a atenção e a solidariedade dos amigos da minha mães, dos nossos amigos e de pessoas que conheçam o quão difícil é atravessar esta situação sem condições financeiras”, explica.
Para conhecer ainda mais sobre a história da Quézia, ver os documentos de sua condição clínica e contribuir, basta clicar aqui. Para fazer doações via PIX, a chave é 5518997@vakinha.com.br.






