A pressão subiu no gabinete municipal anapolino após a revelação de que o prefeito Márcio Corrêa (PL) teria topado aceitar a indicação de Paulo Bittencourt para comandar a Secretaria de Comunicação (Secom). A informação foi veiculada pelo Anápolis Diário (AD) com exclusividade na noite de ontem (17).
Isto porque Paulo Bittencourt é um nome ligado ao MDB, o que representaria uma aproximação estratégica da gestão anapolina ao projeto de reeleição de Daniel Vilela (MDB) ao Palácio das Esmeraldas, em detrimento do apoio ao projeto do PL e de Wilder Morais ao mesmo cargo.
Durante esta quarta-feira (18), o “ki-suco ferveu”, conforme revelou ao AD uma fonte ligada ao PL. A pressão, disse, veio no sentido de não acatar a indicação emedebista e abrir o espaço político para um quadro do PL e próximo do senador Wilder Morais.
“Houve, inclusive, sinalização de rompimento já que, para o PL, ficaria claro com essa nomeação que o prefeito não vai ficar com o bolsonarismo em 2026 e sim com o grupo de Caiado e de Daniel”, explicou a fonte, que pediu para não ser identificada por integrar os bastidores políticos desta relação.
Segundo informações, Márcio Corrêa teria desconversado sobre a indicação e negado que o martelo estivesse batido para a nomeação. “Ele [Márcio Corrêa] disse que o Paulo [Bittencourt] foi um nome ventilado, que ficou sabendo dessa possibilidade pela imprensa”, completou.
A informação da fonte sobre Corrêa é passível de questionamentos uma vez que o AD conversou com agentes da Comunicação que prestam serviço para a Prefeitura de Anápolis e dois deles já tinham conhecimento de que haverá uma nova campanha da Prefeitura de Anápolis, a “campanha do agasalho”, e que o projeto já seria assinado pelo novo secretário Paulo Bittencourt.
Deste modo, o que poderia ser apenas uma nomeação técnica para comandar o orçamento da Comunicação da gestão municipal, agora, torna-se um cabo de guerra com chance de gerar um estremecimento na fina camada de gelo que o prefeito tem caminhado, entre o projeto emedebista e o apoio ao bolsonarismo em 2026.






