A Justiça Eleitoral de Goiás acatou a denúncia formatada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que pede a anulação dos votos da chapa do Podemos, nas eleições municipais de Anápolis em 2024. A ação foi motivada pela declaração pública, registrada em ata, da ex-candidata Soraya Mafra na qual declara ter sido uma candidata “laranja”, somente para cumprir o percentual mínimo de mulher na chapa, como determina a lei.
O Ministério Público Eleitoral pediu ainda a tutela antecipada, com a cassação do diploma de eleito do vereador Reamilton Espíndola, uma vez que ele teria sido eleito de forma irregular pela chapa. A Justiça Eleitoral, no entanto, negou o pedido e intimou as partes envolvidas a se manifestarem dentro do prazo estipulado.
“No caso em tela, embora os elementos trazidos pelo Ministério Público sejam relevantes e mereçam apuração detalhada, não se mostram suficientes, neste momento preliminar, para configurar a probabilidade do direito a ponto de justificar a não expedição do diploma ao candidato eleito”, diz o despacho.
São citados na ação a p
residente municipal do Podemos, Raquel Antonelli, Soraya Mafra, o vereador eleito Reamilton Espíndola e os demais integrantes de toda a chapa do partido.
A Justiça determinou o prazo de cinco dias para que os envolvidos ofereçam ampla defesa e apresentação dos documentos e possíveis testemunhas.






